Meu filho deveria estudar em horário integral?

Escola de 7h a 11h ou de 13h a 17h?

Já tem um tempo que essa não é a realidade de muitas crianças.  A oferta de atividades chamadas de “extracurriculares” cresce a cada dia. Por que? Por uma combinação de fatores.  A realidade de muitos pais com jornadas de trabalho mais longas, famílias menores, para as quais as atividades extras oferecem também um momento para socialização, e, principalmente pelo entendimento que as crianças podem e devem experimentar atividades que complementem o seu aprendizado além da alfabetização e o currículo tradicional.

Esportes, músicas, línguas estrangeiras, teatro, danças, clubes de xadrez, robótica, entre outras. O “cardápio” é enorme. Algumas correntes alertam para o exagero ou excesso de atividades.  Mas é consenso que se bem escolhidas, as atividades extracurriculares agregam experiências e oportunidades positivas para o desenvolvimento e auto conhecimento dos nossos pequenos. 

Como escolher? Os critérios dependem da experiência de cada pai e mãe, valores da família, aptidões das crianças e até a facilidade de acesso a tais atividades. Porém, mais que a atividade em si, é importante observar e analizar a metodologia, como o curso ou programa é desenvolvido e aplicado. Segundo a APA*, a Associação Americana de Psicologia, um bom programa “afterschool”, deve prover as seguintes características:

  • um ambiente que promova a construção de relacionamentos positivas com os adultos e seus pares,
  • Que foque nas aptidões e não nos pontos fracos.
  •  Atividades que estimulem, desenvolvam a criatividade.
  • Ofereça oportunidades aos jovens para desenvolver habilidades de liderança e tomada de decisões.

Nessa mesma linha, a plataforma Eleva reuniu guias para ajudar nessa escolha e o que a criança pode ganhar com a atividade adequada. Vale a pena dar uma olhadinha também no post lá do blog.

A busca por aprendizado precisa ser incorporada no dia a dia das crianças e de nós mesmos. Estamos vivendo uma realidade que alguns chamam de “lifelong learning”, em português, algo parecido a “aprendizado ao longo da vida”, ou seja, seremos eternos aprendizes. Estudar, aprender novas habilidades, será constante em toda nossa vida, e não só uma etapa de preparação para a vida adulta.

 

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